Cada um sente ao seu modo
Cada pessoa sente de um jeito. Parece simples, mas na prática isso nem sempre é respeitado. Muitas dores não vêm apenas do que aconteceu, mas do que acontece depois: quando o sentimento não é reconhecido, quando alguém minimiza, compara ou invalida aquilo que estamos vivendo. Ouvir frases como “isso não é nada”, “você está exagerando” ou “eu não me sentiria assim” machuca. Não porque as pessoas precisam sentir igual, mas porque essas falas passam a mensagem de que o nosso sentir está errado. E sentimentos não são certos ou errados — eles apenas existem. Quando uma emoção não é validada, a pessoa pode começar a duvidar de si mesma. Pode se calar, engolir o choro, evitar falar sobre o que sente ou até acreditar que está sendo fraca demais. Com o tempo, isso pesa. A dor que não encontra acolhimento tende a se intensificar, não a desaparecer. Validar sentimentos não significa concordar com tudo ou pensar da mesma forma. Significa reconhecer que aquela emoção é real para quem a sente. É dizer, mesmo sem muitas palavras: “eu vejo você”. Esse reconhecimento tem um efeito profundo: alivia, aproxima e ajuda a pessoa a lidar melhor com o que está vivendo. Todos nós precisamos, em algum momento, que alguém respeite o nosso sentir. Quando isso acontece, a dor encontra espaço para ser cuidada — e não mais escondida. Precisamos lembrar que cada um de nós sente as coisas de maneira diferente. Ninguém está errado por ter uma reação distinta daquela que seria a nossa. Essas diferenças precisam ser respeitadas, e não provocar discussões sobre quem está tendo o sentimento ‘certo’.” — Philippa Perry
Janaina Rabelo
1/29/20261 min read